sábado, junho 18, 2005

Tempolândia

Era uma vez a terra do tempo. Com tempo, sem tempo, uns dias com 24 horas, outros com 36. Era um local esquisito.
Cigarros, meios cigarros, de tempo infinito. Fuma-se um, fuma-se outro. O sol não se põe.
É de dia, durante 24 horas, ou 36, conforme a vontade. Acorda-se, não se dorme.
Não cansa, não descansa. Procura, não acha, não importa. Há tempo.
Tempolândia dos sentidos, dos olhares, dos cheiros diurnos, nocturnos, da chuva a cair em solo aquecido...
Tempolândia do nunca, tempolândia do sempre.
Não importa, temos tempo.

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