Há uns anos atrás contaram-nos que nem sempre o melhor caminho a seguir era feito de asfalto. Diziam-nos então que se fossemos pela berma da estrada, ainda que pudessemos levar mais tempo, poderíamos encontrar flores e outras surpresas afins. Mais tarde falaram-nos em pó de estrelas. Hoje guardamos esses pensamentos.
Ontem reencontramo-los e sorrimos.
A berma de que nos falaram é, para nós, uma casa abrigo especial de momentos, afectos, partilha, encontros... Enfim, vivências floridas mais ou menos imperfeitas onde podemos dizer que fomos/somos/seremos felizes. Ser, o verbo. A palavra expressa na direcção de um sentido faz toda a diferença.
Na dança, por exemplo, o que se é? O que se faz? Sonha-se? Existe-se apenas? Respira-se o tão desejado pó de estrelas? Acontecerá o cruzamento do homem e da mulher com a cultura, o terceiro? Registar-se-á, num passo bailado, a assinatura individual e colectiva de pertença a um elemento libertador e integrativo partilhado transcontinentalmente? Será que se reavivam os momentos ritmados de encontro da relação precoce? Será que, catarticamente, dançar nos torna mais fortes? Será que é o diálogo/vínculo de quem sonha, de quem vive, que impera? Porque se sente. Há algo transcendental ou, talvez, essencialmente simples... Quase divino. Lembro Fernando Pessoa “Deus quer” - o transcendente; “o Homem sonha”, “o sonho comanda a vida” de António Gedeão - o desejo/encontro na autenticidade; “a Obra nasce”. Toda a Obra. A mais importante de todas: a que se guarda no coração de cada um de nós. Ninguém morre sozinho, afirma Daniel Sampaio. Ninguém vive sozinho, acrescentamos.
Ontem reencontramo-los e sorrimos.
A berma de que nos falaram é, para nós, uma casa abrigo especial de momentos, afectos, partilha, encontros... Enfim, vivências floridas mais ou menos imperfeitas onde podemos dizer que fomos/somos/seremos felizes. Ser, o verbo. A palavra expressa na direcção de um sentido faz toda a diferença.
Na dança, por exemplo, o que se é? O que se faz? Sonha-se? Existe-se apenas? Respira-se o tão desejado pó de estrelas? Acontecerá o cruzamento do homem e da mulher com a cultura, o terceiro? Registar-se-á, num passo bailado, a assinatura individual e colectiva de pertença a um elemento libertador e integrativo partilhado transcontinentalmente? Será que se reavivam os momentos ritmados de encontro da relação precoce? Será que, catarticamente, dançar nos torna mais fortes? Será que é o diálogo/vínculo de quem sonha, de quem vive, que impera? Porque se sente. Há algo transcendental ou, talvez, essencialmente simples... Quase divino. Lembro Fernando Pessoa “Deus quer” - o transcendente; “o Homem sonha”, “o sonho comanda a vida” de António Gedeão - o desejo/encontro na autenticidade; “a Obra nasce”. Toda a Obra. A mais importante de todas: a que se guarda no coração de cada um de nós. Ninguém morre sozinho, afirma Daniel Sampaio. Ninguém vive sozinho, acrescentamos.
