O dia principia. Os raios de sol circulam através do que resta da neblina matinal.
Dou por mim sentado no café, à procura dos primeiros pensamentos do dia. À espera do primeiro alimento diurno. Aguardo.
Tal como numa rede de transportes de uma cidade, os meus pensamentos fluem e circulam. Uns autocarros andam cheios, outros não. Os metros e os comboios vão "maneirinhos", pegando e largando pessoas em cada estação.
Os bilhetes, da vida, são somente de ida. Não há retorno. É um caminho diverso, múltiplo, mas sem podermos voltar atrás. Só e apenas, olhar para trás, procurando, numa espécie de balancete afectivo, ter o sentimento de que esta ou aquela música, ou este ou aquele ruído, valeram a pena, ou se, pelo menos, eles puderam ganhar um sentido, daqueles que nos fazem comover, ou que nos permitem continuar a emocionarmo-nos, com a alegria do que é bom e faz crescer.
Um danoninho poderia resolver tudo. Crescer, crescer, crescer. Mas não, já não dá. O Vitinho também já era... E pronto, está na hora de deixar a caminha...
... e desejar um bom dia àqueles em que, por momentos, nos podemos reconhecer...
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