
Tenho dado por mim a pensar nesta questão: afinal o que é que desejamos?
Uma casa, um carro, um ou dois putos, uma bonita mulher? Que os sonhos se tornem realidade? Que a realidade se transforme em conteúdo onírico, esse por sua vez passível de ser transformado e de ser reparador - a palavra é bastante curiosa: repara a dor - dos acontecimentos perturbadores e dolorosos que se vivenciam/vivenciaram?
Afinal o que é o desejo? E o desejo de vida? Será a capacidade de ter boas experiências como alguém disse? Será a vontade de vinculação? Será a vontade de procriação, querendo com isso significar a capacidade de gerar criativamente coisas vindas de dentro? Será o desejo de vida uma porta para o contentamento? Será de vida o desejo de afectos, de comunicação, de partilha, de entendimento, de poder expressar as zangas e as dores num ombro amigo? Será de vida o desejo de crescimento interno firmado numa relação terapêutica?
Sim, um desejo de vida viva, plena, que não nega as suas partes mortas, onde aprendemos a sorrir quando realmente estamos alegres e a chorar quando efectivamente estamos tristes. Parece simples...
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