A televisão não tem som. À minha volta, na sala, só está a imobilidade do tempo a passar. Há algum ruído de fundo: uma crianças, uns pais, uns passos...
Os meus olhos, pesados, centram-se nos pontinhos que formam a imagem do ecrã do portátil. Opções: ir para o café beber mais um café; ir para a cozinha lavar uma pilha de loiça; tomar um banho para refrescar as ideias; deixar-me estar, estendido no sofá, à espera da hora de ir para Coimbra...
Auto-conhecimento é o conceito chave da minha tarde de hoje. Pensar, pensar, pensar, sentir, sentir, sentir... Respiro fundo. Olho novamente à volta... continua a estar só a imobilidade do tempo a passar... É angustiante... Os ruídos de fundo continuam.
Procuro acertar o passo entre os mundos que habito e que me habitam... Tenho dúvidas, tenho tantas dúvidas. Tenho também saudades de pessoas, daquelas, muito especiais... que fazem companhia e que dão alegria. É bom dar e receber contentamento...
"O que faz falta é animar a malta!"
Não sei se tenho os pés inchados. Acho que não. Por dentro, sim, talvez esteja inchado. É que isto de estar sem cigarros e quase de dieta tem muito que se lhe diga... Enfim, ora são dores de cabeça, ora dores de barriga... mas tudo isso é resolúvel... penso que o apaziguamento virá com o tempo... aquele que continua imóvel a passar...
Estou, eu próprio, com mil e uma tarefas a meio... Está tudo a meio... a meio do fim... mas que fim? Mas que raio, estou farto de coisas atravessadas! Mas não consigo atravessar a fronteira, o limite... Há tanta coisa que ainda não sei...
Sem comentários:
Enviar um comentário