quarta-feira, setembro 28, 2005

Ao dia mais banal do universo

Sem palavras
Para variar
Porque enfadonhas seriam.
Sem acordes
Ou sons de guitarras
De maltratar.

É dia, é chuva
É vento que rasga
A névoa que paira a teimar
Que não grita
Que não sente
Mas grita
Mas sente

E os dias passam
E os carros não param
E os comboios chegam
Cheios de gente apinhada a mais um estação -
Rossio
Que bela manhã!
O sol aparece
Parece que
Os astros cintilam
Só à noite enquanto

O tempo traz
Manjares perdidos
De locais onde os comuns mais que mortais
Se deixaram trespassar

Pelos focos
Pelas notas
Pelos ventos que rasgam
Pela névoa que paira a teimar
Que não grita
Que não sente
Mas grita
Mas sente

Sem comentários: