A música sai distorcida da coluna de som, enquanto a cortina se deixa levar ao vento.
Os dedos percorrem segredos esquecidos. A chuva não cai.
Contemplo, com tempo, os matizes coloridos encontrados no meio da rua. Não importa tanto o dia seguinte.
Encontro templos mais ou menos perdidos, até um pouco abandonados. São sagradas as histórias desses lugares.
Abraço, largo, partilho, sonho. Estou presente, vivo agora, presente, futuro, passado recente, presença ausente.
Saio de casa.
A manhã diz que o sol ainda não deixou de brilhar... mas o outono não se vai deixar ficar parado muito mais tempo. As ruas de sempre estão sossegadas. É verdade, é sábado. Passo em passo, volto-me para o lado habitual. Compro pão. Sorrio ou não sorrio para as pessoas que me atendem. "Cinco minutos" é quanto tenho de esperar. Não espero "dê-me o que tiver". Não quero o que não têm...
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