sexta-feira, fevereiro 02, 2007

Onde está o Sul?

Chego a casa no final do dia. São 23h. Abro a caixa do correio. Vodafone. Mais uma conta para pagar. Tristezas não pagam dívidas. É pena. Assim talvez o saldo não ficasse negativo.
O carro está na oficina. A luz de avaria no sistema eléctrico acendeu e decidiu não se apagar. O carro não pegou, na cidade onde estudei. Parti de comboio para a cidade onde vivo, a 60km. Eram quase 21h. Decidi deixar para amanhã o que poderia ter feito naquele dia. No day after tomorrow levei o carro para os senhores que tratam de automóveis. Problema do carro após diagnóstico? Para já nenhum! (Onde é que eu já ouvi isto?) Aguardo nova análise à situação, e preparo-me para mais uma despesa. Enquanto isso não acontece, aproveito-me do seguro e de um carro alugado para andar de um lado para o outro. Parece que o facto da apólice estar registada com a morada da vila onde vivi, lá longe, à beira mar, me dá esse direito por 24h. Afinal sempre são cerca de 500km que o seguro cobre em caso de avaria. Durante 24h. São 23h. A meio caminho, longe, mas mais perto, mais ou menos a 250km, a capital, cidade onde nasci e que me acolheu for 12 years old. Como um belo whisky.
Passeio-me em frente ao ecrã do laptop. O Windows ainda é o XP. Não há Vista para ninguém. A esta hora já está escuro anyway. Divago, mas não navego. Nem sequer na internet.
Um In between dreams de Jack Johnson, melódico, embala. Quase vence a insónia. Afinal as 24h já chegaram. A televisão deixo-a apagada. Estou na sala, na casa apartamento que escolhi, na cidade onde vivo, praticamente à beira mar, mas a norte de quase tudo.

2 comentários:

amora disse...

Ironia esta de, morando a norte, se perder o norte... vivendo junto a um mar que não é o nosso...
Pa ti. Um abraço aconchegado, à lareira, umas festas no cabelo, um silêncio em jeito de quem confessa sentir, demasiadas vezes, algo semelhante... depois um suspiro e um sorriso sem palavras, querendo acreditar contigo que esperanças partilhadas têm maior esperança de vida...
Beijinho.

Anónimo disse...

JB... também bebia um agora e nao gosto de whisky ;)

Abraços desta amiga que partilha contigo, pelo menos, o mesmo sul e a sensação de que o saldo podia não ser negativo demasiadas vezes.

Abraços,
Ana